Consideremos esta sequência : skate, monociclo, bicicleta, motocicleta, automóvel, avião, avião a jacto, space shuttle.
Darwin diria: Eh lá ! Estamos perante uma progressão natural ! Todos estes objectos estão relacionados e integrados numa continuidade. Impressionante como a Selecção Natural foi produzindo um motor para a bicicleta, tornando-a numa nova Espécie !
Não, Darwin… Possivelmente, foi um adolescente numa tarde de Sábado que pegou no cortador de relvas do pai e adicionou o motor do mesmo à sua bicicleta. Ou seja, não foi a Selecção Natural nem o Deus do Acaso; foi a vontade imensa do teenager querer ter uma bike toda pymp.
Desculpem o minimalismo.

Poderíamos afirmar que a maior parte do cepticismo respeitante ao darwinismo centra-se neste termo, Complexidade Irredutível.
Um sistema irredutivelmente complexo designa um sistema único, composto por diversas partes, integradas e interactivas que contribuem para o seu funcionamento elementar. Assim sendo, a remoção de qualquer uma das suas partes suscitaria efectivamente a sua paragem.
Esta complexidade irredutível e toda a Maquinaria Biológica existente na Natureza e em nós era, para Darwin, um pesado fardo:
“Se fosse possível demonstrar a existência de um órgão complexo que não pudesse ter sido formado através de modificações numerosas, sucessivas e ligeiras, a minha teoria estaria absolutamente demolida.” (1)
1. Charles Darwin (1872) in Origem das Espécies, 6ºedição (1988), New York University Press, p. 154.
Darwin convenceu muitos dos seus leitores de que existe um caminho evolutivo desde a simples mancha fotossensível até à sofisticada câmara ocular humana. Apesar de toda esta fantasia na cabeça de Darwin e dos seus apóstolos, a questão de como a visão começou permanece sem resposta. “A Origem das Espécies” persuadiu muitos de que o olho teria evoluído a partir de uma estrutura mais simples, mas o seu autor não tentou sequer explicar onde é que tem início este processo, como é que se origina o seu ponto de partida, a mancha fotossensível.
Pelo contrário, o profeta Darwin afastou a questão, mostrando isso no seu livro sagrado: “ A questão de como é que um nervo se tornou sensível à luz não nos importa, tal como a questão de saber como é que a própria vida teve origem.” (1)
1. Charles Darwin (1872) in Origem das Espécies, 6ªedição (1988), New York University Press, p. 151.